Parte do coletivo Soylocoporti

Olhares de (apenas) uma latino-americana

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mais poemetos

De mim

Dona de mim?!
Não sou dona de nada.

Deslizo em minhas vontades,
Escalo os meus sonhos,
Transito entre meus medos,
Disfarço meus enganos.

Fumo cigarros na descontinuidade do silêncio.
Tomo café em xícaras sem asas.
Meus sentimentos, não os controlo:
Surgem de mim e viram minha casa.

Minha mãe diz que tenho um urso dentro de mim
Um urso que se conforta na solidão.

Sou filha de mim;
Dona, não.
.
.
Eterealidade

Não sei se me pertenço;
Esse sonho é meu,
Ou será de quem?

A realidade insiste em parecer real.
Há um rato na cozinha.
.
.

Matéria composta de vazio
Ondas invisíveis, visível solidão.

O abstrato toma forma
E se liquefaz.
.
.
Linguística

Infindável dedicação:
perceber e catalogar ideias.

Em vão.

Pássaros amarrados não voam.

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