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Olhares de (apenas) uma latino-americana

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dos meus anseios

Pra onde o vento me levar…
Mundo, vasto mundo.

A vida é muito dura,
a vida é muito linda,
a vida é muito.

Chuto o balde, mudo tudo,
só pra seguir meu coração (discreto e inquieto).
Sei que sou nada, sei que sou tudo,
sei que às vezes nem sei quem sou.

Mas vou.
Dando meus passos tortos, expelindo meus poemas baratos.
Na fluidez.

Deixei minhas certezas pra trás pra conseguir ver melhor de longe.
Com a certeza de que não há certezas.

Onde vou parar?
Vou parar?

A vida só é viva se em movimento.
Por que insistem em algemá-la?
Medi-la
Pesá-la
Classificá-la
Programá-la.

Até não ser mais vida.

Vou fazer uma sopa desse quebra-cabeças.
As peças não se encaixam. Não são de encaixar.

Um pouco mais de
Tolerância
Vontade
Confiança
Criatividade.
Amor.

Capacidade de enxergar que as coisas sempre mudam,
o eterno movimento,
os ciclos evolutivos.

Não só pode ser diferente como vai ser diferente.
Mas diferente como?

O mundo depende (um pouco) de mim.
Eu, pequenino microorganismo do cosmos.
Eu dependo (um muito) do mundo.
O mundo, pequena célula do todo.

E é lindo. É foda mas é lindo.

E quem disse que ia ser fácil?

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2 comentários em “Dos meus anseios”
  1. Aho!!! Linda poesia.. Querida irmã, saudades de ti, até quando a vida nos aproximar novamente.

  2. ô meu querido, saudade de ti tbm, até logo, certamente!

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